“There was an idea, to bring together a group of remarkable people, to see if we could become something more. So when we needed them they could fight the battles that we never could.”

Não procurem adjetivos superlativos para descrever Vingadores Ultimato. Não por que o filme não merece. Mas porque eles ainda não existem.

Dizer que é épico, emocionante, impactante, imprevisível, excelsior ou qualquer outra coisa soa como um elogio modesto diante do que o filme entrega. Em escala de zero a dez, leva a nota três mil.

Anthony e Joe Russo (diretores do longa) elevaram ao grau máximo a fórmula Marvel já utilizada nos 21 filmes anteriores a Ultimato. Nos momentos de rir, o público ri muito; nos momentos de tensão, o público fica extremamente nervoso; e nos momentos de chorar, o público literalmente desaba em prantos.

Toda a expectativa que o filme tem gerado não só é correspondida como superada nas mais de três horas de duração. Todo o investimento feito na produção se justifica no cuidado dos diálogos; na transliteração de momentos marcantes dos quadrinhos para a tela do cinema; na interação entre os personagens de onze franquias de filmes diferentes; e na conectividade e coesão dadas para este encerramento (sim, encerramento!) de um grande arco de filmes do Universo Marvel, que já está sendo chamado de “Saga do Infinito”.

Ultimato talvez se trate mais de um evento da Marvel do que de um filme em si. Não há estrutura de filme em seu roteiro, mas os desfechos de uma junção de narrativas, com ênfase no fim trágico de Guerra Infinita, levando os heróis a se reinventarem para confrontar o impossível e impedir o inevitável.

Há consequências. Há perdas. Há aquisições. Há nostalgia. Muitas teorias de fãs estavam certas. Mas nenhuma teoria (pelo menos das trocentas que acompanhei nos últimos 12 meses) acertou no encaixe e no modo de funcionamento do filme. De fato, assistir o filme sem buscar spoilers será mais divertido. Há muitas reviravoltas e surpresas, levando os fãs da euforia às lágrimas.

Vingadores Ultimato tem, de fato, todo o poder que sua propaganda diz que possui. Diante dele, tudo que já foi feito no cinema parece ter reduzido de tamanho. Se ainda não viu, não perca tempo, compre seu ingresso e faça todo o xixi que conseguir antes de entrar na sessão – não dá pra sair da frente da tela em nenhum momento!