
Acabei de voltar do cinema e de ter visto Bohemian Rhapsody. Para resumir a impressão do filme, apenas “uau”.
Lembro de ter visto algumas cinebiografias de outros artistas antes. Não muitas. Ray foi um bom filme. O Início, o Fim e o Meio foi um documentário cansativo de ver sobre o Raul. O Tempo Não Pára sobre o Cazuza foi uma decepção completa. Nenhum desses deu vontade de ver outra vez. Com Bohemian Rhapsody a impressão é oposta.
Não chega a ser um filme perfeito, há erros de continuidade e cronologia. O show do Rock in Rio, por exemplo, é de 1985 e no filme ele aparece como se fosse localizado nos anos 70, antes do lançamento do álbum News of the World.
Mas há também momentos muito bem filmados e reproduzidos, como o show do Live Aid. A performance do cinema é idêntica à da apresentação da banda, inclusive no figurino, na ordem do set list e nas interações de Freddie Mercury com o Wembley lotado.
O filme é mais sobre Freddie Mercury enquanto artista e menos sobre o Queen enquanto supergrupo de rock. O foco da narrativa é o nascimento, o auge, a queda e a redenção de Mercury, tendo os integrantes do Queen em sua órbita. Quem ainda não foi e quiser ir ver, não vá esperando outra coisa.
E só podia ser isso. Brian May sempre será um bom guitarrista, mas longe da genialidade. O Queen só foi o que foi por ter em sua formação o melhor vocalista que o mundo já conheceu.
Filme nota 9. Convence. Emociona. Faz você querer cantar junto. E reforça a impressão que sempre tive: o rock sempre vencerá!