Antes havia a ideia de que a ignorância existia devido a sonegação do conhecimento pelas classes dominantes às subalternas.

Hoje, com quase todo o conhecimento que produzimos à disposição de quem quiser ter acesso a ele, ao invés de termos uma sociedade elucidada e mais bem instruída, acontece o inverso: a ignorância se massifica em larga escala.

As pessoas não buscam a informação correta. Difundem a informação falsa por “desejo” que ela seja verdadeira e usam-na como fonte para produzir mais ignorância.

E o pior: ninguém se importa com o que é verdade e nem com o que não é. Passam a achar que qualquer informação tem o mesmo valor e que exigir uma checagem sobre sua veracidade implica no mesmo que censura.

Daí as difusões como “o filho de tal político é dono da Friboi e anda numa Ferrari de ouro”, “a previdência social brasileira é deficitária e a economia não cresce graças a isso”, “o nazismo é um movimento de esquerda irmão do comunismo” e “a Terra é plana” ganham visibilidade e passam a figurar na ordem dos nossos dias. E se você vai dizer que a informação está errada, é xingado e chamado de… burro.

Conseguimos criar computadores, internet, redes sociais, dispositivos móveis de comunicação. Tecnologias de ponta, coisas que décadas atrás pensávamos que só existiriam no futuro. Conseguimos criar esse futuro, mas nele vivem pessoas que querem remontar os passados mais sombrios, seja o da nossa Ditadura Militar, seja o do Totalitarismo Hitlerista, seja o da Santa Inquisição Católica.

Triste fim da nossa sociedade. Os idiotas são maioria nela e sabem que conseguem vencer, mesmo que na base do grito.