Liédson e o (de vez em quando) contestado goleiro Júlio César atuaram nos dez primeiros jogos do Corinthians no Brasileirão. O retrospecto do time com eles: 9 vitórias, 1 empate, 19 gols marcados (média de 1,9), 4 sofridos (média de 0,4) e 93,3% de aproveitamento.

Ontem o Corinthians finalizou o quarto compromisso sem os dois atletas, ambos machucados desde a partida contra o Botafogo. O retrospecto sem eles é de 1 vitória, 1 empate, 2 derrotas, 5 gols marcados (média de 1,25), 6 sofridos (média de 1,5) e 33,3% de aproveitamento.

A distância de exatos 60 pontos percentuais no aproveitamento faz diferença. E é justamente por isso que o Corinthians não dormiu na condição de líder do Brasileirão e, pelo menos até a noite de quarta-feira, não saberá o que isso significa, quando fará o jogo adiado da quinta rodada contra o Santos.

Neste domingo o time não se apresentou no 4-3-3 de sua época avassaladora, mas num 4-4-2, com Alex e Danilo como armadores, Jorge Henrique e William na frente. Marcou um gol de pênalti (do mesmo modo que havia sofrido), quando Paulinho foi empurrado após bela troca de passes. Aquela referência de ataque personificada no levezinho (antes dele era no Ronaldo), que poderia ser suprida se Adriano estivesse em condições de jogo, inexiste. Emerson e Elias, que entraram no lugar da dupla de ataque titular, também não representam esse tipo de jogador.

É principalmente por isso – e um pouco também pela insegurança do (antigo) guarda-redes substituto – que a média de gols do Corinthians decaiu e o aproveitamento do time desceu a ladeira junto. Difícil pensar em melhora nesse quadro sem Liédson ou Adriano em campo…

E agora, Corinthians? Como se segurar no topo até setembro, quando os desfalques retornarão? Como alento, serve o fato de que no próximo desafio jogará contra o Santos sem Danilo, Neymar e Ganso, o primeiro no Mundial sub-20 e os últimos no amistoso contra a Alemanha.

Publicado originalmente no Portal Extra-AP.