
Não houve mobilização popular, o dia útil não terminou mais cedo e a imprensa não demonstrou empolgação. Foi diante deste cenário que o time principal do Brasil estreou em uma Copa do Mundo da Fifa no último dia 29. Parece mentira, mas não é. É assim que se encontra nosso futebol feminino, que está anos-luz de distância da profissionalização.
A Copa do Mundo de futebol feminino acontece a cada quatro anos (assim como a masculina) desde 1991, sendo esta sua sexta edição. O Brasil participou de todas, nunca foi campeão, mas fez boas participações, sendo terceiro em 1999 e segundo em 2007. Feitos heróicos se pensarmos que o apoio às boleiras no Brasil é mínimo.
O futebol das mulheres brasileiras foi vice-campeão da Copa Ouro em 2000, medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas e Pequim e ouro nos dois últimos Pan-Americanos. Fora o fato de possuir a melhor jogadora do mundo das últimas cinco temporadas: Marta.
Ainda assim, com tantos resultados promissores, não existe desenvolvimento da modalidade no país por falta de incentivo da CBF, cujo Presidente prometeu apoiar o futebol feminino desde 2004 e tudo que fez foi criar um torneio murcho em 2007, com poucos jogos e somente 32 clubes movimentando o calendário anual.
Duas coisas são certas: esse apoio é insuficiente e nossas meninas que sonham em jogar futebol merecem mais!
Publicado originalmente no jornal Extra-AP – ano 1 nº 5.