Sou ateu. E isso não é novidade pra ninguém.

Sim, tenho amigos cristãos. E acho isso perfeitamente plausível, por mais que Silas Malafaia esteja em desacordo!

Possuo amigos e inimigos religiosos; assim como possuo amigos e inimigos ateus. Não me apego à opção religiosa para escolher o grau de importância que vou dedicar às pessoas com quem me relaciono em todas as esferas de minha vida.

Que uma coisa fique clara: eu respeito pessoas. E não todas: respeito apenas as pessoas que merecem ser respeitadas.

Eu não respeito ideias!

Se um sujeito A, que eu respeito e admiro, algum dia chegar pra mim defendendo a ideia de que acha justo o direito de homens estuprarem lésbicas eu posso até continuar a respeitá-lo (embora não possua em minha lista de “pessoas respeitáveis” ninguém imbecil a proferir tal devaneio), mas vou agredir esse ponto de vista com todas as minhas energias e argumentos pois eu simplesmente o abomino.

É assim que se dá o meu comportamento para com as religiões: eu não as respeito.

Respeito o direito das pessoas terem religião e só; não respeito o proselitismo religioso exacerbado assim como não acho compatível com o Estado Democrático de Direito o ingresso de uma religião especifica nas estruturas públicas que devem prezar pela laicidade estatal.

Agora, muita calma nessa hora…

Alguma vez chamei alguém em conversa privada para pedir formal e dramaticamente que desacreditasse em deus, satanás, jesus, maria, alah, buda, oxóssi ou o que quer que fosse?

Então como é possível que todo dia o mesmo grupo de “amigos” que “respeitam a liberdade religiosa e o livre arbítrio” e são “contra a intolerância religiosa” encham meu saco com mensagens bíblicas e pedidos de conversão da minha parte?

O que eu escrevo não é direcionado a ninguém em especial: é meu modo de falar sobre o mundo e reflete minhas observações, insanidades, brincadeiras, teses, antíteses etc. Assim como o que você escreve reflete as suas posições. Quando quero direcionar, eu cito as pessoas diretamente. Parem de se achar o objeto gravitacional dominante da órbita que eu percorro! Ok?

Dito isso, quero afirmar que minha paciência está no limite com esse tipo de comportamento. Não quero ficar recebendo solicitações de “siga minha religião que é a mais legal de todas” em mensagens particulares e espero que esse texto sirva de advertência sobre isso. As pessoas que continuarem com isso serão retiradas do meu circulo de convivência pessoal.

Se eu fizesse a mesma coisa, só que com a polaridade do pedido invertida, pleiteando a retirada da pessoa da religião em que ela se encontra, seria “desrespeito” de minha parte. Então por qual razão buscar converter um ateu convicto na base da repetitividade não seria o mesmo?

Procurem outro pra encher o saco. Isso é tudo!