
Hoje Rick Wright completaria 71 anos de vida, mas um câncer não deixou e tirou essa oportunidade dele em 2008.
Os grandes momentos do Pink Floyd foram justamente aqueles em que ele esteve a pleno vapor, demonstrando sua importância para o grupo.
Infelizmente a polarização dos debates sobre “quem” ou “o que” era o Pink Floyd (se Gilmour, Waters ou Syd) fez com que a grande contribuição de Rick fosse freqüentemente esquecida.
Se houver dúvidas, proponho um teste: alguém conseguiria imaginar o que seria do funcionamento do The Dark Side of the Moon sem The Great Gig in the Sky e Us and Them, ambas composições dele? Algum fã de Pink Floyd consegue não se emocionar com o dueto que ele e Gilmour fazem em Echoes?
Usando as palavras do próprio Gilmour: “Ninguém poderá substituir Richard Wright. Ele era meu amigo e parceiro musical. Era suave, modesto e reservado, mas sua voz cheia de sentimento e seu jeito de tocar eram componentes vitais, mágicos, do som do Pink Floyd”.
Não sem motivo que na turnê de 2006, que rendeu o álbum ao vivo Remember That Night, a maioria dos aplausos, de um público de pé e muito satisfeito, foram para ele, que em sua modéstia demonstrava um misto de gratidão e espanto.
Existiram muitos outros excelentes tecladistas no rock: o Deep Purple teve o Jon Lord; o Yes teve o Rick Wakeman; Dream Theater o Jordan Rudess; Genesis o Tony Banks; etc. Mas todos eles só faziam música. E o Rick produzia sentimentos.
Essa é uma sensação que apenas os fãs do Pink Floyd compreendem, dada a singularidade na experiência musical que a banda proporciona. Por isso que ninguém irá substituí-lo.
Nós, fãs, temos imensa gratidão pelos bons momentos que sua música nos proporcionou e proporciona até hoje. A vida segue por aqui sem ele, mas nem por isso o esquecemos: sempre será lembrado com carinho.
Valeu, Rick!