
Fênix Negra, que acabou de estrear nos cinemas, é um dos piores filmes com personagens da Marvel já lançados.
O filme da Fox, 10º título da franquia dos mutantes, só não conseguiu ser pior que Demolidor (2003), Elektra (2005), Quartetos Fantásticos (2005, 2007 e 2015), X-Men 3 (2006) e Motoqueiros Fantasmas (2007 e 2012).
Apesar da pomposidade dos trailers e do marketing arranjados de última hora pela Disney, o trabalho não empolga, não serve como nenhum tipo de conclusão para o universo criado em 2000 por Bryan Singer e não traz nada de novo às produções de gênero.
Um emaranhado de clichês e repetições de soluções já utilizadas – inclusive em X-Men 3, quando a saga da Fênix Negra também foi adaptada – toma conta das quase duas horas de filme.
Fora a atuação “na média” de James McAvoy e a atuação “acima da média” de Michael Fassbender (o único que parecia estar levando as filmagens a sério), todo o trabalho do restante do elenco é sem profundidade e digno de esquecimento. Sophie Turner e Tye Sheridan protagonizaram o pior casal da história dos filmes de super heróis. Jennifer Lawrence é desperdiçada com um texto pobre e uma participação curta. Alexandra Shipp não existe… essa sim poderia ter o destino da Jennifer para deixar a estrela de Jogos Vorazes com um pouco mais de tempo de tela. E claro: depois de 9 filmes de X-Men com Hugh Jackman, ter um filme inteiramente sem ele foi… estranho. É como ver um filme do Batman sem o Batman!
Não há nenhum alívio cômico: a forma como o roteiro e a trilha sonora conduzem o filme indicam algo grandioso e sem precedentes sendo edificado, mas nada disso acontece. A ameaça de Apocalypse foi maior, por exemplo. E tudo que é colocado até a metade do filme ganha uma solução rápida e preguiçosa de “invasão extraterrestre” nos últimos 20 minutos, com o problema de dessincronizar o roteiro dos elementos já postos em Logan – filme da franquia mutante que contou o fim do Professor Xavier e dos X-Men em seu enredo.
Que a Fox tinha sido vendida à Disney não era novidade. Que este seria o último filme da atual geração de atores também não era novidade. Mas os X-Men (nome desatualizado, única boa ideia do filme!) não são qualquer coisa para serem tratados da forma irresponsável que foram.
O filme parece uma junção de refugos costurada de qualquer jeito, apenas pra fazer algum caixa e… danem-se os fãs! E novamente: esses personagens não são qualquer coisa! Foi graças ao filme de 2000, junto com o Homem-Aranha de 2002, que o mercado para os filmes de heróis expandiu da forma como existe hoje, tornando-se o principal gênero do cinema em termos comerciais. Só por isso a saga dos mutantes merecia um final menos vagabundo.
Que a Disney saiba avaliar os erros desse filme para não repetir no futuro – inclusive, se os Novos Mutantes forem algo parecido com Fênix Negra, é melhor nem lançar. E claro: que não demorem a vir ao UCM os X-Humans!